Esverdeando o Curriculo de Química Módulo Verde para Química Geral Módulo Verde para Química Orgânica Módulo Verde para Química Inorgânica Módulo Verde para Química Ambiental Módulo Verde para Química de Polímeros Módulo Verde para Química Toxicológica Módulo Verde para Química Industrial Química Verde
na Universidade de Scranton
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ESVERDEANDO O CURRÍCULO DE QUÍMICA Este projeto foi desenvolvido graças a um auxílio do Programa Especial de Subsídio para as Ciências Químicas, da Fundação Camille e Henry Dreyfus. Fundos adicionais foram fornecidos pelo Projeto de Desenvolvimento de Materiais Educativos de Química Verde ACS/EPA e pela Universidade de Scranton. Introdução à
Química Verde No final dos anos 60
e começo dos 70, quando o meio ambiente recebeu muita atenção,
incluindo a criação da Agência de Proteção
ao Meio Ambiente (EPA) e a celebração
do 1º Dia da Terra, ambos ocorrendo em 1970. Desde então,
foram aprovadas mais de 100 leis relacionadas ao meio ambiente nos Estados
Unidos. Estas incluem as doze principais leis, que estão listadas
abaixo.
Todas estas leis, com uma exceção, tratam da poluição após ser gerada. Estas leis estão, em geral, focadas no tratamento e redução da poluição e tornaram-se conhecidas como leis de “comando e controle”. Em muitos casos, estas leis, as quais foram aprovadas no Congresso dos EUA, estabelecem o cumprimento dos limites e horários para emissão de poluição, com pouca preocupação com relação à possibilidade de a ciência/tecnologia poderem atingir estas metas e com pequena importância dada também aos custos econômicos destas leis. O risco associado a um produto tóxico é função apenas do Perigo e da Exposição. As leis “da saída dos canos ou das chaminés”, procuram controlar o Risco através da prevenção à exposição aos produtos tóxicos e perigosos. Obviamente, na maioria das vezes não se tem conseguido esta prevenção à exposição. Risco = f(Perigo, Exposição) Embora estas leis tenham realizado muito em termos de melhoramento do nosso ambiente, pelo controle da nossa exposição à substâncias perigosas, nós ainda temos um longo caminho a seguir. Por exemplo, com base no Inventário de Substâncias Tóxicas Emitidas (TRI), que é parte Lei sobre Planos de Emergência e Direito de Saber da Comunidade (EPCRA), as empresas são obrigadas a relatar o uso e/ou emissão de certas substâncias perigosas. Em 1997, as indústrias informaram que 10,8 milhões de toneladas de substâncias perigosas foram tratadas, recicladas, usadas para produção de energia, depositadas e/ou lançadas no ambiente. Esta lei inclui somente 650 dos 75000 produtos químicos em uso no comércio americano hoje, e somente as empresas que fabricam ou processam mais que 11000 kg ou usam mais que 4500 kg de uma substância presente na lista são obrigadas a informar. Tradicionalmente, as empresas têm subestimado as regras para o meio ambiente e as têm considerado como uma dificuldade econômica. Para cumprir os regulamentos do meio ambiente está estimado um custo entre 100 e 150 bilhões de dólares para as indústrias dos EUA. Desde que a EPA foi encarregada da implementação e cumprimento destas leis, a relação entre a indústria e a EPA tem sido de adversidade e desconfiança. Na última década, um novo paradigma tem emergido na EPA, anunciado, em parte pela Lei de Prevenção à Poluição, de 1990. Esta é a primeira e única lei que está focada na prevenção da poluição, ao invés do típico tratamento e remediaçao. A EPA está agora tentando se associar com a indústria para encontrar métodos mais flexíveis e economicamente viáveis não somente nas regras já existentes, mas também prevenindo a poluição na sua origem. Em 1991, a química verde tornou-se um objetivo formal da EPA (química verde na EPA). A Química Verde ou a Química Benéfica ao Meio Ambiente é o desenvolvimento de produtos e processos químicos que reduzem ou eliminam o uso e geração de substâncias perigosas.1 Desta maneira, em vez de limitar o Risco mediante à Exposição prolongada a produtos químicos perigosos, a Química Verde tenta reduzir e, preferencialmente, eliminar o Perigo, negando assim a necessidade de controlar a Exposição. O ponto chave está no fato de que, se não usarmos ou produzirmos substâncias perigosas, então o Risco é zero, e nós não teríamos que nos preocupar com o tratamento das substâncias perigosas ou limitar nossa exposição a elas. A Química Verde vem ganhando uma
forte base de apoio nas áreas de pesquisa e desenvolvimento,
tanto na indústria quanto na universidade. Diversas conferências
e encontros (ex.: Química
Verde e a Conferência de Engenharia) são realizados
a cada ano com a química/tecnologia verde como seus focos. A
Revista Green
Chemistry, que estreou em 1999, o Green
Chemistry Institute foi criado recentemente e os Prêmios Presidenciais
Desafio em Química Verde foram criados em 1995.
PRÊMIOS PRESIDENCIAIS DESAFIO EM QUÍMICA VERDE Os Prêmios Presidenciais Desafios em Química Verde foram anunciados em 1995 pela administração Clinton e os primeiros premiados foram anunciados em 1996. Estes prêmios são um meio de reconhecer as realizações que se destacam na química/tecnologia verde aplicada e são os únicos prêmios concedidos a nível presidencial. Os indicados para estes prêmios devem demonstrar como seu trabalho contempla ou atende a um ou mais dos seguintes critérios:
Os exemplos de química/tecnologia verde que foram desenvolvidos abrangem quase todas as áreas da química incluindo química orgânica, bioquímica, química inorgânica, química de polímeros, toxicologia, química ambiental, físico-química, química industrial, etc. Alguns exemplos de química/tecnologia verde que ganharam o Prêmio Presidencial Desafios em Química Verde são:
Anastas e Warner desenvolveram os Doze Princípios da Química Verde, para auxiliar na avaliação de quão verde é um produto químico, uma reação ou um processo.
EXPONDO OS ESTUDANTES À QUÍMICA VERDE Em 2000, Daryle Busch, presidente da Sociedade Americana de Química disse que “a química verde representa os pilares que manterão o nosso futuro sustentável. É imperativo que se ensine o valor da química verde para os químicos do amanhã.” É claro que muitas indústrias e pesquisadores de muitas universidades reconhecem o significado da química verde. No entanto, muito pouca discussão sobre química verde tem encontrado o seu lugar dentro do currículo da química. Embora nós e outros2 tenhamos feito somente tentativas isoladas para trazer a química verde para dentro das salas de aula, a EPA e a ACS reconheceram a necessidade de fazer um esforço em conjunto e com sustentação para esverdear o currículo de tal modo que os futuros químicos sejam ensinados a “pensar verde”. O Projeto de Desenvolvimento de Materiais Educativos para Química Verde da EPA/ACS, começou em um workshop em outubro de 1998. O objetivo deste projeto é desenvolver materiais que ajudarão na inclusão da Química Verde no currículo. Os maiores focos deste projeto são o desenvolvimento de uma Bibliografia Comentada de Química Verde, Experimentos Química Verde para o Laboratório, Exemplos de Química Verde do Mundo Real (Real-Word Cases in Green Chemistry) e cursos rápidos de química verde. John Warner, da U. Mass. Boston, está encarregado dos dois primeiros projetos e o terceiro é um projeto realizado por Michael Cann e Marc Connellly, da Universidade de Scranton. Real-Word Cases in Green Chemistry foi publicado em março de 2000. Este trabalho, que foi publicado pela ACS, é uma tentativa de compilar e editar informação de química verde para que os professores de química possam usar esta informação para esverdear o currículo da química em suas instituições. Cada exemplo enfoca um ganhador ou indicado ao Prêmio Presidencial Desafio em Química Verde. Para poder colorir de verde o currículo de química seguindo etapas lógicas, estamos desenvolvendo módulos de química verde para incluí-los em disciplinas específicas de química. Estes módulos estão sendo desenvolvidos pelos professores que lecionam estas disciplinas. A introdução à química verde que você está lendo agora é parte deste empreendimento. QUESTÕES
REFERÊNCIAS 1. Anastas, Paul T., and Warner, John C. Green Chemistry Theory and Practice, Oxford University Press, New York, 1998. 2. a) http://jchemed.chem.wisc.edu/Journal/Issues/1995/Nov/abs965.html
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